terça-feira, 28 de junho de 2011

Maconha na Gravidez

O fato de o estudo sobre cannabis ainda não ter o apoio que merece, nos traz muitas dúvidas e contraversões. Faz mal, não faz mal, tem mais benefícios que malefícios e vice-versa. De toda a pesquisa feita até o dia de hoje pelo Cabeça Ativa, poderia afirmar que a opinião que posa escolhida atualmente é: se você fuma maconha e tem menos de 18 anos, entenda que seu corpo pode ainda estar em fase de desenvolvimento e fumar pode atrapalhar esse processo. Independente da sua idade ou condição de vida, procure entender o que você está ingerindo, leitura e boa informação são essenciais, e você pode encontrar os dois aqui.

Um assunto que eu particularmente nunca vi ser abordado no Brasil, é fumar maconha na gravidez. Todos sabemos que tabaco e álcool só tem a prejudicar ainda mais na gravidez, mas e o que sabemos sobre o uso da cannabis? Não o suficiente.

Resolvemos, então, trazer duas opiniões bem distintas e resumimos uma pesquisa que tem participação de pesquisadores de Amsterdam / Holanda, pelo fato de ser legal fumar maconha no país, é um material que parece mais confiável; e logo a seguir uma pesquisa prática feita com mães Jamaicanas e liderada pela Dr. Melanie Dreher com uma breve explicação e o vídeo em inglês onde a pesquisadora conta sobre como todo a pesquisa foi administrada.

Resumo da Pesquisa

Em um estudo publicado em Agosto de 2009 foi levantado que entre as drogas ilícitas usadas durante a gravidez, a maconha foi uma das mais citadas. Porém, qual seria o efeito do uso desta substância durante a gravidez? Atinge o feto? Bom, atualmente com o aumento crescendo do nível de THC presente na maconha pode causar danos sim ao desenvolvimento do feto. Através de evidências, a pesquisa demonstra que em animais gestantes expostos a THC durante a gravidez ocorreu que o feto nasceu com baixo peso. Isso porque esta substância consegue atravessar a placenta materna e atingir o feto também. Estudo mostrou que a maioria das mães que faziam uso da maconha durante a gravidez, também fazia uso de outras drogas, em especial, o cigarro. Mas, como isso afeta o bebê?

Primeiramente, o fumo do tal altera o crescimento normal do feto através da diminuição do oxigênio no sangue materno, ou seja, o sangue é fornecido para placenta. Já as substancias derivadas da Cannabis podem afetar diretamente o cérebro e corpo do feto, alterando os sistemas neurotransmissores ou sistema neuroendócrino (regulam atividades importantes do corpo que provem do comando/regulação cerebral. Ex: feto nasce com diabetes insulino-dependente). Essas alterações ocorrem já na vida intra-uterina, e nem sempre são reversíveis. Outros fatores relacionados ao uso da maconha durante a gestação que atrapalham o desenvolvimento de uma gestação saudável são: estresse, o uso concomitante de outras substâncias, alimentação pobre em nutrientes entre outros.

Cientistas assumem que os resultados não são 100% conclusivos pois a maioria das grávidas cadastradas na experiencia misturavam maconha e tabaco. Sendo assim, os resultados nao podem de maneira alguma ser atribuídos ao uso exclusivo da cannabis, visto que podem ser consequências da queima da mistura. Até mesmoas pessoas que fumam usando um bong (vaporizador), teriam consequências diferentes, sendo assim
nada pode ser comprovado.

Pesquisa com mães Jamaicanas por Dr. Melanie Dreher

Por outro lado a Dr. Melanie Dreher, pesquisadora com especialidades que variam de desenvolvimento infantil a saúde pública, fez uma pesquisa muito interessante com famílias jamaicanas, que conhecidamente, tem o habito de fumar e fazer chá de cannabis. Melanie concluiu que o uso da maconha independente da frequência não causa danos a saúde dos bebês. A pesquisa de Dr. Dreher pode ser encontrada no site cannabis culture e no vídeo onde ela expõe a sua experiência. Intrigantemente ela afirma que, diferente dos projetos que taxavam o uso da maconha como um hábito prejudicial, o seu projeto não despertou o interesse de nenhum patrocinador na época em que foi executado. Melanie conta que voltou a Jamaica anos após o acompanhamento das crianças para ver como elas levavam as suas vidas, e conta que as crianças hoje são adultos saudáveis com filhos saudáveis.



A mensagem que podemos deixar é: independente de a maconha fazer mal ou não para o feto, é bom evitar fazer o uso de qualquer substância que pode trazer algum malefício à criança no período da gravidez, seja fumando, bebendo, ou se alimentando.

Fonte: Cabeça Ativa

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