É verdade que temos na garganta alguns gritos que incomodam ao público geral. Mas fora os cartazes e faixas, isso era basicamente só o que tínhamos. E se um único maconheiro já incomoda muita gente, imagine toda aquela multidão, dizendo ter orgulho e amor de fumar maconha. Esses eram os militantes… do outro lado, os militares! Menos em quantidade mas com o peso de milhares. Ninguém ousou confronto, mas bombas foram aos ares. Balas de borracha, gás lacrimogênio – prisões e pesares – além dele que é figura frequente nas Marchas, o spray de pimenta. Enquanto os militares tinham escudos enormes onde batiam seus cassetetes antes de gritar “Rrrow!” em posição de guerra, nós que militamos pela mudança tínhamos apenas a sorte da liberdade e coragem. Para dispersar, eles atiraram e feriram muita gente, um deles tinha que ser o “Tomázinho”:
Os militantes não foram covardes, marcharam muito e gritaram bem na orelha do coronel que a PM era a vergonha do Brasil.
A repercussão mundial que isso teve foi justamente essa, o governador já admitiu o erro e até agora dois policiais foram afastados. Valeu, Geraldo! Obrigado por reconhecer nosso direito de Marchar, então da próxima vez já sabe, vamos Marchar direito!
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