Novamente foi impedida pela justiça a marcha da maconha, com a justificativa maior de apologia ao crime.
Neste sentido, é importante restabelecer alguns momentos da história, na década de 50, na guerra da Coréia, os EUA começaram a proibir o uso do cânhamo (o arbusto da maconha), que tem algumas utilidades; como produção óleo, fios, roupas, tecidos.
Até então, principalmente os países ao sul do Equador produziram cânhamo para derivar produtos, principalmente roupas. Na época da escravidão, após os escravos serem açoitados pelos seus senhores, utilizavam o cânhamo para aliviar suas dores dos chicotes.
Entretanto, a criminalização tem a sua origem econômica, uma vez que, os EUA eram os maiores produtores de algodão, portanto, eliminaram a concorrência da produção de roupas através do cânhamo e introduziram o famoso jeans.
Portanto, historicamente, a maconha não tem sua origem no crime ou na indolência, além do que, com o avanço da tecnologia, há novas perspectivas de combate a algumas doenças. A discussão de legalização ou liberalização da maconha, evidentemente, não pode ser feita de maneira açodada, mas sim, com a participação da sociedade, sem preconceitos religiosos ou dogmáticos.
Por fim, um aviso aos juízes que impedem a marcha da maconha pelo Brasil afora, quanto mais impedirem, mesmo sendo estritamente dentro da legalidade, mais o movimento pela marcha da maconha se fortalecerá do ponto de vista político, haja vista, que no ano passado havia 300 pessoas no vão do MASP em São Paulo, ontem foram pouco mais de 700, de certa maneira, estão contribuindo para uma discussão, mesmo que de forma atabalhoada, sobre o tema.
Fonte: Além de Economia
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