quarta-feira, 4 de maio de 2011

Rápido Manifesto à Cultura Cannabica

Chega! Acabou! Parem, agentes do poder do capital - a matar sistematicamente nosso povo, a troco de acabar com a Cannabis.


Chega! Acabou! Ninguém morre por fumar ou consumir maconha (cannabis). O que e quem mata de fato a população civil é o tráfico, a polícia e até o cidadão de bem.


Deixem a cultura cannabica florescer em paz! Deixem nosso povo em paz! Deixem a cannabis e nossos filhos em paz sociedade da morte, sociedade violente, sociedade bélica.

Armas no chão. Flores nas mãos. Como diz o poeta. Mas a poesia que está sendo falada nas ágoras, ágoras (cerceadas em plena social democracia) papalva à vida, vacilante à vida que vem, dia após dia sendo trucidada.

E muitos de dizem, mas quem e sob qual padrao são tais chacinas?

Ora, não nos enganenos cidadãos - de forma sistemática em toda a america latina e central - crianças, mulheres, mulheres negras, minorias, indígenas, deficientes físícos/mentais, jovens negros - NECESSARIAMENTE sob esse padrão sociológico, vem sendo trucidados.

Deixem a cultura negra, a negritude, suas multiplas faces florescer por esse Brasil... Não precisavam do suor, do sangue, da força e do fação do negro pra plantarem suas lavouras?

Deixem nossas crianças em paz. Lugar de criança é na escola e em todos os espaços públicos pedagógicos.

Deixem nossas mulheres e jovens em paz! Dobrem a língua - gente de mentalidade cercada pela cultura do misticismo talmúdico ou cristão no apartamento, na separação, na fragmentação da sociedade latina em santos e infiéis.

Deixem a memória e o trabalho de Darcy Ribeiro, de Villas Boas, de Chalub, de Morin ser divulgada em paz! Dobrem a língua pra falar das políticas indigenistas, dobrem a língua em respeito ao sangue índio que corre certamente na veia de milhões de brasileiros e latinos!


Deixem definitivamente a cultura cannabica, a negritude, o índio viver em paz! Parem de uma vez por todas de chacinar jovens no entorno do Distrito Federal. Os índices já são insuportáveis - quase 0,7 assassinatos por 100 mil habitantes.


No Distrito Federal, a visão que turista tem, é que é tudo organizado, que é tudo lindo e maravilhoso, mas se a arquitetura de Niemaier falasse com relação aos assassinatos no Distrito Federal - a situação não lhe apareceria com estética de "organizado", "lindo", "maravilhoso" - mas que o distrito federal e Brasília - tem de fato um cheiro cadavérico no ar que chega até a sala onde Dilma Rousseff "bate" o ponto, e a caneta.

Deixem de fato, nossos jovens em paz! E deixem a cultura cannabica também em paz! A consternação por chacinas sempre deveria acontecer, mas com o forte aparato midiatico proibicionista, a coisa se alienou de uma tal forma - que a vida é disputada contra a proibição de circular livremente uma planta!

O rápido manifesto à cultura cannabica é pra demonstrar que não acreditem no que é veiculado em parte da mídia, procure entender de ciências, de políticas, de economia para perceber uma espécie de "manipulação doce foucaultiana" (ver o livro Vigiar e Punir) que muitos, a grande maioria dos cidadãos sequer se apercebe.

Como o capital é dominante/hegemônico - tal manipulação acontece de forma clara, mas também por uma forma difusa. E tal manipulação acontece de uma forma, hoje muito mais aguda, articulada e doce - que muitos sequer saberão de tal situação.

E esse mesmo cidadão "de bem" entrará para a polícia, para uma corporação e promoverá de forma invariável a matança de crianças, mulheres, negros, homossexuais, índios, minorias. E também milhões de usuários de cannabis.

Chega! Deixem a cultura cannabica e nosso povo em paz! 



Enviado Pelo perfil Brasilc

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