Estudo publicado no periódico AIDS Research and Human Retroviruses, nesta semana, aponta que macacos infectados com SIV (variante do HIV - o vírus da aids - no macaco) tiveram a evolução da doença retardada quando tratados crônicamente com o principal componente psicoativo da maconha - o D9-tetrahidrocanabinol (D9-THC) - através de injeções intramusculares.
Segundo o estudo, o D9-THC é aprovado pela Food and Drug Administration (órgão governamental dos Estados Unidos da América que faz o controle dos alimentos e medicamentos) no tratamento da aids. Ao administrar de maneira crônica o D9-THC em macacos infectados, os pesquisadores registraram uma diminuição da mortalidade precoce por infecção pelo SIV, diminuição da carga viral e retenção de massa corporal. Nas pesquisas in vitro, o D9-THC diminuiu a replicação do SIV.
Para os pesquisadores, os resultados indicam que o D9-THC auxilia a impedir o aumento da carga viral, diminui a morbidade e atenua a progressão da doença. "Nós especulamos que a redução dos níveis de SIV, a retenção da massa corporal massa e atenuação da inflamação são prováveis mecanismos de modulação do D9-THC que merecem maior estudo", apontam os cientistas.
Os autores do trabalho orientam cautela na extrapolação destes dados para o HIV.
O AIDS Research and Human Retroviruses é uma das principais e mais respeitadas publicações cientificas que têm como tema o estudo da doença no mundo.
Fonte: O Diário
Nenhum comentário:
Postar um comentário