Muitos conservadores relacionam a defesa da regulamentação da maconha como algo relacionado à rebeldia típica de jovens. Não é difícil ver argumentos como “Isso é coisa de jovem perdido”. Por mais absurdo que um argumento deste possa parecer, sabemos, verdadeiramente, que desculpas como estas são usadas e defendidas por alguns. Felizmente, argumentos sem base estão diminuindo.

Os que defendem uma nova política de drogas, e claro, incluindo a maconha, vão recolhendo cada vez mais argumentos, pesquisas e dados para lutar por uma nova forma de se ver o problema das drogas.
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos com os chamados “Baby Boomers” mostrou que, ao contrário do que muitos dizem, defender a legalização da maconha não se restringe às gerações mais novas. São 70 milhões de idosos que possuem amplo conhecimento sobre a utilização de drogas, inclusive no que diz respeito ao uso recreativo.
“Geração Baby Boomer é que ela compreende as pessoas nascidas entre 1946 e 1964. O ano de 1946 marcou o início do aumento dos nascimentos nos Estados Unidos e os números, embora tenham atingido seu pico em 1957, permaneceram estáveis até que, finalmente, começaram a diminuir em 1965”. (Fonte: website “comotudofunciona”).
Avós que fazem parte da geração baby boomer têm uma perspectiva única sobre a maconha, pois vieram de um tempo onde o uso da erva se expandiu fortemente. Avós do século 21 são um grupo com influência significativa sobre a juventude do país, pois são eles os principais responsáveis por mais de 6 milhões de crianças. De fato, aproximadamente 75% de todos os cuidados não vindos dos pais são fornecidos para as crianças por um dos avós. Isto faz com que, através de suas orientações, novas gerações sejam influenciadas pelo pensamento de que a utilização da maconha apresenta inúmeras possibilidades, e não somente uma porta de entrada para uma vida de abuso de drogas.
A revista GRAND, especializada para os avôs e avós de hoje em dia divulgou os resultados de sua enquete que apareceu na edição de março/abril da revista. A enquete perguntava se estava na hora de se legalizar a maconha. O resultado foi convincente. 85% dos avôs e avós que responderam à enquete se mostraram a favor da legalização da maconha.
Entre os argumentos utilizados pelos que defenderam a legalização da maconha na enquete, o fato da cannabis ser proibida e outras substâncias mais nocivas como tabaco e o álcool serem liberadas precisa ser revisto. Eles vêem a atitude proibicionista como hipócrita, trazendo grandes danos para a sociedade. Além disto apontam que a maconha é usada para tratar problemas de saúde como dores e náuseas e que em alguns estados é legal a existência de lojas para distribuir maconha de maneira medicinal, nos Estados Unidos. Os bilhões que são gastos nos EUA com policiamento e tribunais relacionados com esta questão poderiam ter sido gastos na melhoria das escolas e infra-estrutura.
Nos comentários pôde-se notar o ponto de vista de muitos avôs e avós da geração baby boomer: “Eu sou um avô completamente a favor da descriminalização. Eu prefiro que meus netos fumem maconha do que usar cigarros ou álcool. Tenho a expectativa de utilizar cannabis para a minha saúde e não quero ser ilegal. A farsa tem de parar! Gastamos dinheiro demais com o combate às drogas e não temos resultados positivos para mostrar. Toda a abordagem atual apresenta resultados contrários aos esperados”, disse D.W, Guysville, Ohio, Estados Unidos.
Fonte: Brasil Norml
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