Presidente colombiano fala sobre os esforços do país no combate às drogas e defende que medida iria levar à redução da violência
Santos diz que é possível liberar drogas leves, desde que medida seja globalizadaGuillermo Legaria/ AFPPer Mikael Jensen, do Metro World Newsnoticias@band.com.br
Um dos mais destacados inimigos das drogas pede ao mundo que endureça ainda mais este combate. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, quer que os líderes mundiais adotem medidas mais fortes e coordenadas no enfrentamento contra os traficantes e o uso de drogas pesadas, como cocaína e heroína. Em entrevista exclusiva ao Metro, Santos diz que legalizar drogas leves, como a maconha, pode ser um passo à frente, desde que a medida seja adotada globalmente.
“O mundo precisa discutir novas abordagens. Basicamente, ainda pensamos dentro dos mesmos paradigmas em que estivemos inseridos nos últimos 40 anos. Precisamos de muito mais cooperação e comprometimento – não apenas da América Latina, mas também da Europa e Estados Unidos. Eles (americanos e europeus) tendem a negligenciar a importância desse crime e isso diminui a nossa efetividade”, reclama.
“Precisamos insistir em mais ações multinacionais sobre o tráfico internacional de drogas e inovar as maneiras de enfrentar este problema”, diz.
Maconha
“Você acredita que a legalização de drogas leves pode ser um caminho?”, pergunta o Metro. “Sim, isso poderia ser uma resposta, desde que todos façam isso ao mesmo tempo”, responde.
Perguntado se apoiaria esta medida, a resposta é imediata: “Se o mundo inteiro fizer o mesmo, sim". O presidente sabe, no entanto, que o tema é polêmico. “Alguém precisa dar o primeiro passo, e este não serei eu. Trata-se de um problema de segurança nacional. O tráfico de drogas é o que financia a violência e os grupos irregulares no nosso país. Eu seria crucificado se decidisse tomar o primeiro passo”, justifica.
Enfrentar as drogas e os cartéis que fornecem cocaína e outras drogas pesadas ao mundo a partir da Colômbia têm sido as prioridades de Santos desde que assumiu o poder, em agosto do ano passado. A Colômbia enfrenta essa guerra em nível nacional, mas os cartéis e gangues se espalharam por outros países da América Latina.
“Nós, provavelmente, somos o país que mais sofreu com esses criminosos. No entanto, agora exportamos o nosso conhecimento em como enfrentar o tráfico de drogas para nossos vizinhos no México, América Central e Caribe”.
Segurança nacional
Santos ainda comenta que, na Colômbia, a droga é um problema de segurança nacional. “Em outros lugares, isso é apenas uma questão de saúde e crime. Precisamos olhar para todos os componentes, mas de forma integrada.”
Nos últimos anos, a Colômbia conseguiu importantes progressos na luta contra os cartéis de drogas, como a prisão e condenação dos irmãos Orejuela, fundadores do Cartel de Cali, em 2006.
“O mundo precisa discutir novas abordagens. Basicamente, ainda pensamos dentro dos mesmos paradigmas em que estivemos inseridos nos últimos 40 anos. Precisamos de muito mais cooperação e comprometimento – não apenas da América Latina, mas também da Europa e Estados Unidos. Eles (americanos e europeus) tendem a negligenciar a importância desse crime e isso diminui a nossa efetividade”, reclama.
“Precisamos insistir em mais ações multinacionais sobre o tráfico internacional de drogas e inovar as maneiras de enfrentar este problema”, diz.
Maconha
“Você acredita que a legalização de drogas leves pode ser um caminho?”, pergunta o Metro. “Sim, isso poderia ser uma resposta, desde que todos façam isso ao mesmo tempo”, responde.
Perguntado se apoiaria esta medida, a resposta é imediata: “Se o mundo inteiro fizer o mesmo, sim". O presidente sabe, no entanto, que o tema é polêmico. “Alguém precisa dar o primeiro passo, e este não serei eu. Trata-se de um problema de segurança nacional. O tráfico de drogas é o que financia a violência e os grupos irregulares no nosso país. Eu seria crucificado se decidisse tomar o primeiro passo”, justifica.
Enfrentar as drogas e os cartéis que fornecem cocaína e outras drogas pesadas ao mundo a partir da Colômbia têm sido as prioridades de Santos desde que assumiu o poder, em agosto do ano passado. A Colômbia enfrenta essa guerra em nível nacional, mas os cartéis e gangues se espalharam por outros países da América Latina.
“Nós, provavelmente, somos o país que mais sofreu com esses criminosos. No entanto, agora exportamos o nosso conhecimento em como enfrentar o tráfico de drogas para nossos vizinhos no México, América Central e Caribe”.
Segurança nacional
Santos ainda comenta que, na Colômbia, a droga é um problema de segurança nacional. “Em outros lugares, isso é apenas uma questão de saúde e crime. Precisamos olhar para todos os componentes, mas de forma integrada.”
Nos últimos anos, a Colômbia conseguiu importantes progressos na luta contra os cartéis de drogas, como a prisão e condenação dos irmãos Orejuela, fundadores do Cartel de Cali, em 2006.
Fonte: Band
Nenhum comentário:
Postar um comentário