Colorado começou a emitir as primeiras licenças para os negócios da maconha medicinal no país, o culminar de um processo de inscrição de mais de um ano de duração para os dispensários de maconha.
O Estado emitiu 11 licenças para as empresas em Boulder, Denver, Colorado Springs, Collins Fort e Littleton.
Outros sete foram notificados que são susceptíveis de receber uma licença. E o Estado tem enviado cartas aos governos locais para mais 467 dispensários - uma das etapas finais no processo de licenciamento.
A primeira licença para uma empresa de Denver foi apresentado quarta-feira para proprietário Dr. J do Tom Sterlacci em uma reunião de um grupo de trabalho da indústria. A apresentação recebeu uma ovação de pé.
"É histórico!", disse Sterlacci. "Agora não estamos sozinhos. Temos a cidade e o estado em pé com a gente."
Os defensores da maconha medicinal dizem que os regulamentos do Colorado para empresas de cannabis são os mais abrangentes do país, e de crédito, o rigor das regras, bloqueiam invasões federais. John Ingold, The Denver Post.
Fonte: Denver Post
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Uma nova droga sintética é lançada a cada semana, alerta União Europeia
A tendência vem se confirmando, ou seja, as drogas sintéticas psicoativas (feitas em laboratórios e sem componentes naturais) estão substituindo as semi-sintéticas como, por exemplo, o cloridrato de cocaína: o cloridrato de cocaína tem a folha natural de coca como matéria-prima.
Segundo constatado pela União Europeia, nos dois últimos anos foi ofertado ao mercado consumidor um novo tipo de droga sintética a cada semana. Em outras palavras, por semana um tipo desconhecido e com componentes ativos proibidos por lei e genericamente denominados por metanfetaminas.
Para Viviane Reding, comissária da pasta da Justiça da União Europeia, o dado é alarmante, uma droga nova por semana.
No ano de 2010, as polícias dos Estados-membros da União Europeia apreenderam 48 novas drogas proibidas, com misturas e princípios ativos diversos. Como bem sabem todos os que acompanham a geoeconomia das drogas ilícitas, basta uma novidade que tenha caído no gosto de uns poucos usuários para a substância se espalhar e conquistar mercados. Pelas infovias, os que experimentaram e aprovaram cuidam da difusão espontânea.
Viviane Reding, em entrevista dada hoje em Bruxelas, destacou que “as novas drogas sintéticas estão a avançar e tornaram-se disponíveis num nível sem precedentes na Europa. Por isso, o tráfico transfronteiriço virou o crime de maior incidência nos estados integrantes da União Europeia”.
No Brasil está a maior indústria química da América Latina. E a falta de fiscalização dos insumos poderá transformar o nosso país em grande produtor de drogas sintéticas. Será um concorrente da Colômbia, Peru e Bolívia, países de cultivo de coca e produção de cloridrato de cocaína.
O destacado pela comissária Reding não representa exageros. Uma recentíssima pesquisa do Eurobarômetro revela que os jovens europeus estão cada vez mais expostos à oferta de drogas proibidas. Pelos dados apresentados pelo Eurobarômetro, 5% dos jovens admitiram ter feito uso de drogas e na Irlanda o porcentual chega a 16%, com 9% na Polônia e 8% no Reino Unido.
PANO RÁPIDO. As drogas sintéticas perderam mercado nos anos 90 por causa da impureza na elaboração, isto por químicos diletantes unidos a pequenos traficantes, ambos sem vínculos com as máfias internacionais.
Hoje o quadro é diverso e as máfias internacionais cuidam da elaboração e da oferta. Para elas, o lucro com as sintéticas é muito maior do que com a cocaína, cuja matéria-prima é Andina e o transporte do cloridrato é caro. As sintéticas são produzidas, como regra, nos próprios locais (estados nacionais) de oferta. Quando não, em países vizinhos.
Wálter Fanganiello Maierovitch
Fonte: Maierovitch
Equador propõe descriminalização
O projecto do Código de Penal Integral propõe a descriminalização da posse de qualquer droga para uso pessoal.
O projeto apresentado pelo governo, que está sujeito a revisão por uma comissão legislativa da Assembleia Nacional antes do debate, também propõe penas de 19 a 25 anos contra os envolvidos na produção e no tráfico à escala internacional, se feito dentro de um ou vários países, no Equador ou vice-versa. Quando o crime ocorre em nível nacional as penalidades serão de 15 a 19 anos.
A proposta sobre a descriminalização do consumo diz:
"Consumo pessoal Máximo - Não será responsável pela exploração, ou posse de qualquer droga, quando seu destino é para uso exclusivo pessoal e um montante que não exceda as seguintes doses:
1. Maconha ou haxixe, 10 gramas.
2. 4 gramas de ópio.
3. Diacetilmorfina, ou heroína, 100 mg.
4. Cocaína até 5 gramas.
5. Dietilamida (LSD), 0,020 mg.
6. Metilenódioxianfetamina (MDA) / dl-34-metilenodioxi-n-dimetilfeniletialm ina (MDMA) / Metanfetamina até 80 mg. em pó, granular ou cristal (comprimidos ou cápsulas), ou unidade de peso não superior a 400 mg ".
Fonte: Rádio Equinoccio
O projeto apresentado pelo governo, que está sujeito a revisão por uma comissão legislativa da Assembleia Nacional antes do debate, também propõe penas de 19 a 25 anos contra os envolvidos na produção e no tráfico à escala internacional, se feito dentro de um ou vários países, no Equador ou vice-versa. Quando o crime ocorre em nível nacional as penalidades serão de 15 a 19 anos.
A proposta sobre a descriminalização do consumo diz:
"Consumo pessoal Máximo - Não será responsável pela exploração, ou posse de qualquer droga, quando seu destino é para uso exclusivo pessoal e um montante que não exceda as seguintes doses:
1. Maconha ou haxixe, 10 gramas.
2. 4 gramas de ópio.
3. Diacetilmorfina, ou heroína, 100 mg.
4. Cocaína até 5 gramas.
5. Dietilamida (LSD), 0,020 mg.
6. Metilenódioxianfetamina (MDA) / dl-34-metilenodioxi-n-dimetilfeniletialm
Fonte: Rádio Equinoccio
Chicago: votos pela descriminalização
Vereadores de Chicago vão votar lei para descriminalizar a posse de maconha.
Em breve usuários de maconha de Chicago não serão mais presos.
Vereadores da cidade de Chicago, nos EUA, vão votar um projeto de lei para descriminalizar a posse de pequenas quantidades de maconha. O defensor do projeto, vereador Daniel Solis, planeja coloca-lo em votação já na próxima semana.
Segundo o vereador, o plano iria ajudar na receita da cidade de Chicago e iria contribuir para que o efetivo policial se preocupasse em perseguir os verdadeiros criminosos.
Segundo consta no projeto de lei, as pessoas pegas portando pequenas quantidades de maconha teriam que pagar uma multa de $200 dólares e trabalhos comunitários, cumprindo o tempo de até 10 horas.
Na legislação atual, o cidadão pego portando maconha enfrenta uma acusação de contravenção, passível a punição de 6 meses de reclusão sob fiança de 1.500 dólares.
Segundo o departamento de polícia de Chicago, são feitos a cada anos 23 mil apreensões por posse de maconha, na cidade.
Maconha já foi rebaixada para um delito menor em vários subúrbios de Chicago e áreas de Cook County, patrulhadas pelo departamento do xerife.
Cerca de 11 estados dos EUA também descriminalizaram o porte de pequenas quantidades de maconha e 18 estados permitem a sua utilização para fins médicos, de acordo com o NORML.
Impor a proibição da maconha custa os contribuintes dos EUA $ 10 bilhões e resulta na prisão de 853 mil pessoas por ano.
O comissário John Fritchey disse a jornalistas que a proposta de lei faz sentido.
Fonte: NTN24
Em breve usuários de maconha de Chicago não serão mais presos.
Vereadores da cidade de Chicago, nos EUA, vão votar um projeto de lei para descriminalizar a posse de pequenas quantidades de maconha. O defensor do projeto, vereador Daniel Solis, planeja coloca-lo em votação já na próxima semana.
Segundo o vereador, o plano iria ajudar na receita da cidade de Chicago e iria contribuir para que o efetivo policial se preocupasse em perseguir os verdadeiros criminosos.
Segundo consta no projeto de lei, as pessoas pegas portando pequenas quantidades de maconha teriam que pagar uma multa de $200 dólares e trabalhos comunitários, cumprindo o tempo de até 10 horas.
Na legislação atual, o cidadão pego portando maconha enfrenta uma acusação de contravenção, passível a punição de 6 meses de reclusão sob fiança de 1.500 dólares.
Segundo o departamento de polícia de Chicago, são feitos a cada anos 23 mil apreensões por posse de maconha, na cidade.
Maconha já foi rebaixada para um delito menor em vários subúrbios de Chicago e áreas de Cook County, patrulhadas pelo departamento do xerife.
Cerca de 11 estados dos EUA também descriminalizaram o porte de pequenas quantidades de maconha e 18 estados permitem a sua utilização para fins médicos, de acordo com o NORML.
Impor a proibição da maconha custa os contribuintes dos EUA $ 10 bilhões e resulta na prisão de 853 mil pessoas por ano.
O comissário John Fritchey disse a jornalistas que a proposta de lei faz sentido.
Fonte: NTN24
Ato contra a PM reúne professores e cerca de 300 alunos da USP
Segundo levantamento realizado aleatoriamente pela Folha com 37 participantes, 28 responderam ser contrários à presença da PM no campus. Dois afirmaram ser favoráveis e os sete não souberam opinar sobre o assunto.
Quatro professores do curso de História também participaram da manifestação. O docente Henrique Carneiro disse concordar com o protesto dos estudantes. "A função da PM não pode ser a repressão de costume",afirmou. Porém, o professor disee ser contrário à ocupação do prédio da USP.
A manifestação terminou por volta das 19h40 e reuniu cerca de 300 estudantes.
PROTESTO
Na quinta-feira (27), três estudantes de geografia foram flagrados com maconha no estacionamento da faculdade e isso desencadeou um confronto entre policiais e alunos, quando estes reagiram contra a prisão dos colegas.
Desde então, alunos ocupam um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Os estudantes afirmam que a polícia tem realizado abordagens truculentas e perseguição, até dentro dos prédios.
Um grupo de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) marcou um protesto para apoiar a presença da Polícia Militar no campus. O evento está previsto para acontecer às 17h de terça (1º) na praça do Relógio.
De acordo com o texto publicado no Facebook, o movimento repudia o episódio de quinta-feira. "A Cidade Universitária é parte da cidade de São Paulo e deve ser tratada como tal. Aqui a lei se cumpre e os fora da lei são devidamente punidos!", diz a nota. "A minoria contra tudo e todos não pode nos impedir de querer o que é nosso de direito!", afirma o grupo em outro trecho.
Fonte: Uol
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Presidente colombiano defende legalização da maconha
Presidente colombiano fala sobre os esforços do país no combate às drogas e defende que medida iria levar à redução da violência
Santos diz que é possível liberar drogas leves, desde que medida seja globalizadaGuillermo Legaria/ AFPPer Mikael Jensen, do Metro World Newsnoticias@band.com.br
Um dos mais destacados inimigos das drogas pede ao mundo que endureça ainda mais este combate. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, quer que os líderes mundiais adotem medidas mais fortes e coordenadas no enfrentamento contra os traficantes e o uso de drogas pesadas, como cocaína e heroína. Em entrevista exclusiva ao Metro, Santos diz que legalizar drogas leves, como a maconha, pode ser um passo à frente, desde que a medida seja adotada globalmente.
“O mundo precisa discutir novas abordagens. Basicamente, ainda pensamos dentro dos mesmos paradigmas em que estivemos inseridos nos últimos 40 anos. Precisamos de muito mais cooperação e comprometimento – não apenas da América Latina, mas também da Europa e Estados Unidos. Eles (americanos e europeus) tendem a negligenciar a importância desse crime e isso diminui a nossa efetividade”, reclama.
“Precisamos insistir em mais ações multinacionais sobre o tráfico internacional de drogas e inovar as maneiras de enfrentar este problema”, diz.
Maconha
“Você acredita que a legalização de drogas leves pode ser um caminho?”, pergunta o Metro. “Sim, isso poderia ser uma resposta, desde que todos façam isso ao mesmo tempo”, responde.
Perguntado se apoiaria esta medida, a resposta é imediata: “Se o mundo inteiro fizer o mesmo, sim". O presidente sabe, no entanto, que o tema é polêmico. “Alguém precisa dar o primeiro passo, e este não serei eu. Trata-se de um problema de segurança nacional. O tráfico de drogas é o que financia a violência e os grupos irregulares no nosso país. Eu seria crucificado se decidisse tomar o primeiro passo”, justifica.
Enfrentar as drogas e os cartéis que fornecem cocaína e outras drogas pesadas ao mundo a partir da Colômbia têm sido as prioridades de Santos desde que assumiu o poder, em agosto do ano passado. A Colômbia enfrenta essa guerra em nível nacional, mas os cartéis e gangues se espalharam por outros países da América Latina.
“Nós, provavelmente, somos o país que mais sofreu com esses criminosos. No entanto, agora exportamos o nosso conhecimento em como enfrentar o tráfico de drogas para nossos vizinhos no México, América Central e Caribe”.
Segurança nacional
Santos ainda comenta que, na Colômbia, a droga é um problema de segurança nacional. “Em outros lugares, isso é apenas uma questão de saúde e crime. Precisamos olhar para todos os componentes, mas de forma integrada.”
Nos últimos anos, a Colômbia conseguiu importantes progressos na luta contra os cartéis de drogas, como a prisão e condenação dos irmãos Orejuela, fundadores do Cartel de Cali, em 2006.
“O mundo precisa discutir novas abordagens. Basicamente, ainda pensamos dentro dos mesmos paradigmas em que estivemos inseridos nos últimos 40 anos. Precisamos de muito mais cooperação e comprometimento – não apenas da América Latina, mas também da Europa e Estados Unidos. Eles (americanos e europeus) tendem a negligenciar a importância desse crime e isso diminui a nossa efetividade”, reclama.
“Precisamos insistir em mais ações multinacionais sobre o tráfico internacional de drogas e inovar as maneiras de enfrentar este problema”, diz.
Maconha
“Você acredita que a legalização de drogas leves pode ser um caminho?”, pergunta o Metro. “Sim, isso poderia ser uma resposta, desde que todos façam isso ao mesmo tempo”, responde.
Perguntado se apoiaria esta medida, a resposta é imediata: “Se o mundo inteiro fizer o mesmo, sim". O presidente sabe, no entanto, que o tema é polêmico. “Alguém precisa dar o primeiro passo, e este não serei eu. Trata-se de um problema de segurança nacional. O tráfico de drogas é o que financia a violência e os grupos irregulares no nosso país. Eu seria crucificado se decidisse tomar o primeiro passo”, justifica.
Enfrentar as drogas e os cartéis que fornecem cocaína e outras drogas pesadas ao mundo a partir da Colômbia têm sido as prioridades de Santos desde que assumiu o poder, em agosto do ano passado. A Colômbia enfrenta essa guerra em nível nacional, mas os cartéis e gangues se espalharam por outros países da América Latina.
“Nós, provavelmente, somos o país que mais sofreu com esses criminosos. No entanto, agora exportamos o nosso conhecimento em como enfrentar o tráfico de drogas para nossos vizinhos no México, América Central e Caribe”.
Segurança nacional
Santos ainda comenta que, na Colômbia, a droga é um problema de segurança nacional. “Em outros lugares, isso é apenas uma questão de saúde e crime. Precisamos olhar para todos os componentes, mas de forma integrada.”
Nos últimos anos, a Colômbia conseguiu importantes progressos na luta contra os cartéis de drogas, como a prisão e condenação dos irmãos Orejuela, fundadores do Cartel de Cali, em 2006.
Fonte: Band
República Checa legalizará maconha para fins terapêuticos
Nos próximos meses, a República Tcheca se somará ao número de países europeus, entre eles Espanha e Holanda, que utilizam a maconha para fins terapêuticos, depois que nove sociedades de médicos e neurologistas concordaram sobre sua necessidade.
Além dos especialistas, "a opinião pública tcheca está do lado desta proposta e acho que a maioria pensa que devemos colocá-la em prática", declarou à agência EFE Jindrich Voboril, coordenador nacional antidroga do governo tcheco.
Os profissionais, integrados em grupos de trabalho com apoio do governo tcheco, concordaram sobre a utilidade da cannabis para combater certas doenças, mantendo a proibição para o uso recreativo. Além disso, foi feito um calendário para que o projeto de lei seja debatido no Parlamento antes do fim do ano.
"Dissemos que sim, a maconha pode ser usada para fins medicinais e é preciso mudar a lei", afirmou Voboril. A cannabis ou maconha será administrada "pelo sistema de receita azul, haverá um registro eletrônico (de pacientes), e prescrição limitada", explicou o especialista.
Existe consenso entre médicos e neurologistas do país sobre a necessidade da maconha para combater doenças e dores. A substância também pode ser administrada como paliativo aos afetados por tumores cancerígenos, ou como alívio contra dores neuropáticas, entre outros.
Para evitar que as substâncias se desviem ao mercado negro, a República Tcheca pretende criar um registro de pacientes que têm receita para utilizar a maconha.
"Se alguém com certa quantidade é apanhado e argumenta que é para uso terapêutico, então deve demonstrar que seu nome consta no registro", disse Voboril.
Fonte: Terra
Fonte: Terra
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Genoma revela que propriedade alucinógena da maconha foi potencializada por homem

RIO - Não fosse ela, a medicina teria evoluído mais lentamente, as caravelas demorariam mais para chegar às Américas e diversos tecidos jamais teriam sido criados. A cannabis, hoje demonizada em boa parte do mundo por seu uso como entorpecente, tem propriedades quase esquecidas nos últimos cem anos. E foram elas, potencializadas há séculos pelo homem, que fizeram da planta a mais recente a ter o genoma mapeado.
A pesquisa é assinada pelo bioquímico Jon Page e o biólogo Tim Hughes, respectivamente das universidades de Saskatchewan e Toronto, no Canadá. Em seu artigo à revista "Genome Biology", ambos qualificam a cannabis como uma "planta útil", que serve para alimentação, material de construção e remédio - embora todas esses serviços esbarrem em sua má reputação.
Segundo a dupla, a cannabis é usada medicinalmente há mais de 2.700 anos na Ásia Central - seu provável berço. Page e Hughes sequenciaram o DNA de uma potente linhagem de maconha para compará-lo a uma variedade do linho-cânhamo, uma planta da família das canabináceas.
A análise do genoma e do transcriptoma (genes que são ativados) dessas duas substâncias poderia explicar por que a maconha produz o tetrahidrocanabinol (THC), o composto psicoativo da cannabis ausente no cânhamo.
- Estudando os genomas, vê-se que a domesticação e o cultivo das sementes de maconha causaram a perda de uma enzima que, para ser produzida, "concorreria" no organismo com a produção de THC - explica Page.
Em outras palavras: entre enzimas que produziriam fibras e uma substância psicoativa, os agricultores fizeram a segunda opção.
Não que o homem tenha controlado todo este processo. Segundo Page, é provável que a cannabis tenha evoluido para produzir THC muito antes de ser descoberta. Mas a concentração dos níveis da substância, estes sim, foram patrocinados por nós.
- Imagino que os homens salvaram sementes de plantas que produziam alta quantidade de THC, quando perceberam o seu processo medicinal e de intoxicação - arrisca o bioquímico. - Com o tempo, isso levou a sementes com grande quantidade dessa substância. Claro que a distribuição global da maconha, nas últimas décadas, acirrou esta seleção.
Também foi neste período que a cannabis passou de mocinha a vilã. Segundo Page, há diversas propriedades da planta que poderiam voltar a ser exploradas.
- A cannabis provavelmente jamais será importante como o milho, o arroz ou outra planta que nos serve de alimento - reconhece. - Mas, como uma fonte de bioprodutos, creio que será muito valorosa. O estigma contra a planta começou no início do século passado, quando as sociedades tornaram-se mais preocupadas com os efeitos negativos de algumas drogas, incluindo a maconha. Antes disso, o cânhamo era cultivado em muitos países do mundo, principalmente como uma fonte de fibras.
O uso medicinal da cannabis já foi identificado em textos de milhares de anos atrás de China, Grécia e Pérsia. A planta era receitada para um leque de sintomas, de insônia a problemas gastrointestinais - mas, sobretudo, como analgésico. A planta permaneceu como principal modo conhecido para aliviar a dor até a invenção da aspirina. Tanto assim que, em 1937, quando os Estados Unidos aprovaram uma lei para banir o uso da maconha, os protestos mais enfáticos vieram da Associação Médica Americana.
Nas décadas seguintes, a maconha continuou, embora timidamente, marcando presença em uma série de tratamentos. Foi sugerida para combater a perda de apetite entre pacientes com Aids e até prescrita para o combate ao alcoolismo. Mas as pesquisas não aterrissaram no Brasil - aqui o seu uso é proibido para qualquer finalidade.
De acordo com Hughes, que também participou da pesquisa canadense, a cannabis chegou a ser eleita por estudiosos de plantas como uma das mais bem sucedidas intervenções genéticas em vegetais na História.
- Mas não há qualquer registro sobre isso, visto que é quase impossível estudá-la, devido às proibições - queixa-se. - Além desse, havia outro motivo para abordar a cannabis: um amigo meu, biotecnólogo, me disse que a canabinoide representa um dos mais simples e eficazes produtos naturais não explorados que poderia ser usado para artigos farmacêuticos.
Fonte: Globo
terça-feira, 18 de outubro de 2011
ONG que tenta liberar maconha chega ao Brasil
Uma das organizações não-governamentais (ONGs) americanas mais atuantes em defesa da descriminação da maconha, a Norml, chega ao Brasil nas próximas semanas. Com sede no Rio de Janeiro, a ONG tentará formar grupos para lutar no Congresso pela liberação da droga.
"Nossas ações serão, basicamente, acompanhar o noticiário sobre maconha no País, organizar eventos e protestos, além de pressionar os legisladores para aprovar a descriminação da maconha. Nosso objetivo é combater a proibição da maconha para adultos", disse um dos gerentes da Norml, Ross Belvilly, de 42 anos. "Esperamos formalizar o contato em outras cidades para levar nossa mensagem."
Com sede na Califórnia, a Norml brasileira adaptará o discurso original. No lugar de propostas mais voltadas para o uso medicinal da droga, no Brasil, o discurso privilegiará a relação entre a venda ilegal e a violência.
"Queremos mostrar que a violência e os crimes relacionados com a maconha são decorrentes da proibição e não por causa da droga em si. O que você proíbe, você entrega aos bandidos. E criminosos fazem coisas de criminosos. Se você legalizar a maconha, verá que as pessoas que usam vão resolver os seus problemas no tribunal, como as pessoas que usam álcool ou tabaco resolvem", disse Belvilly.
"Sei que o Brasil é um país muito religioso. Aqueles que cresceram na Igreja podem achar que maconha é coisa do mal. Os brasileiros têm de entender que a maconha é uma planta de Deus. O problema foi o jeito que se usou para controlá-la." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Isto É
E como sempre a midia usando a palavra Liberação...
California Medical Association propõe legalização
A California Medical Association propôs hoje a legalização do uso da maconha para solucionar conflitos entre as legislações estaduais e federais.
O presidente da Associação, ao qual pertencem cerca de 35.000 médicos da Califórnia, James Hay, disse que os especialistas estão em uma posição desconfortável entre as duas jurisdições com leis que contradizem uns aos outros.
"Por um lado, a lei da Califórnia diz que a maconha pode ser prescrita para aqueles em necessidade, mas na outra lei federal diz que se fizermos, estamos infringindo a lei ".
Na California estima-se que existam cerca de 90.000 doentes usando Maconha apoiados por uma lei aprovada em 1995, que entrou em vigor um ano depois, segundo a Associação Nacional para a Legalização de Marijuana (NORML).
Depois da Califórnia aprovar a lei nas eleições, a Proposição 215, 15 outros estados passaram suas respectivas versões da legislação.
A California Medical Association disse que a legalização do consumo possibilitará estudos para melhor determinar se a maconha realmente tem propriedades terapêuticas.
Fonte: El Siglo de Torreon
O presidente da Associação, ao qual pertencem cerca de 35.000 médicos da Califórnia, James Hay, disse que os especialistas estão em uma posição desconfortável entre as duas jurisdições com leis que contradizem uns aos outros.
"Por um lado, a lei da Califórnia diz que a maconha pode ser prescrita para aqueles em necessidade, mas na outra lei federal diz que se fizermos, estamos infringindo a lei ".
Na California estima-se que existam cerca de 90.000 doentes usando Maconha apoiados por uma lei aprovada em 1995, que entrou em vigor um ano depois, segundo a Associação Nacional para a Legalização de Marijuana (NORML).
Depois da Califórnia aprovar a lei nas eleições, a Proposição 215, 15 outros estados passaram suas respectivas versões da legislação.
A California Medical Association disse que a legalização do consumo possibilitará estudos para melhor determinar se a maconha realmente tem propriedades terapêuticas.
Fonte: El Siglo de Torreon
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